Amor que se espalha

A primeira vez que encontrei Rinpoche foi em um retiro de Troma, que é uma introdução e tanto. Uma das coisas que eu e minha esposa nos lembramos daquele retiro é que havia pouquíssimos banheiros e todo mundo tinha que esperar em uma fila. De repente, em um dos intervalos, lá estava Rinpoche, de pé na fila com todo mundo esperando para ir ao banheiro. Isso foi algo realmente novo para nós, algo bastante impressionante.

Alguns meses depois, estávamos levando Rinpoche para um ensinamento que ele daria em São Francisco. Vínhamos de Berkeley e passamos pelo pedágio de Bay Bridge. A essa altura, eu sentia muito amor pelo Rinpoche. Era muito fácil amá-lo. Eu estava dirigindo e quando chegamos na cabine do pedágio, eu puxei um dólar e entreguei para a atendente. Ela era apenas uma simples atendente de pedágio, mas eu senti por ela o mesmo amor que estava sentindo pelo Rinpoche. Eu pensei: “Uau, isso é realmente algo especial. Não é algo apenas dele. É algo relacionado ao tipo de amor que se espalha.”

Não tenho como falar de algo em particular que tenha recebido dele, porque acho que foi realmente tudo. Quanto mais tempo passamos com ele e mais tempo estivemos ao seu redor, mais profunda e rica foi nossa experiência com o Rinpoche.

[Contada por John]