A primeira e a última vez
Eu conheci o budismo quando morei no oriente. Ao voltar para o Brasil, o primeiro livro que ganhei de presente sobre budismo foi o “Portões da Prática Budista”. Eu me interessei muito por aquilo e resolvi ir atrás do mestre. Curiosamente, todas as vezes que fui ao Khadro Ling, eu não encontrava o Rinpoche. E quando o Rinpoche estava em São Paulo, eu também não conseguia vê-lo. Eu me sentia até um pouco frustrado correndo atrás do mestre e nunca conseguindo encontrá-lo.
Até que então eu tive uma perda muito próxima na família e não sabia da prática de Powa. Isso foi no dia 25 de outubro de 2002. Logo em seguida, o pessoal de São Paulo avisou que haveria um retiro de Powa e que seriam dados os ensinamentos pelo Rinpoche. Eu deixei tudo que tinha e acabei indo para o Sul, para o Khadro Ling. Tive o privilégio de estar com o Rinpoche fisicamente, a primeira e a última vez. Foi neste retiro que ele deu, não só para mim, mas para todos os praticantes, o maior ensinamento que poderia ter dado.
Então a minha lembrança do Rinpoche é muito forte. A única vez que eu pude vê-lo foi a última. E eu me sinto privilegiado em poder ter estado com ele naquele dia. Obrigado.
[Contada por Argos]
